The boy who harnessed the wind


O jovem William Kamkwamba, hoje com 22 anos de idade, viu uma oportunidade de ouro num lugar em que mal conseguiríamos sobreviver. Ele vive no interior do Malauí, um paupérrimo país perdido no meio da África, que faz fronteira com Moçambique. Seu pai é agricultor em Wimbe, uma pequena vila do interior, praticando agricultura de sobrevivência num lugar inóspito, de colheitas reduzidas e secas periódicas terríveis.

Com dois livros de física elementar, um monte de lixo e vento, William criou eletricidade em meio ao nada, abrindo caminho para a luz e para o bombeamento da água do poço, permitindo irrigação da roça e duas colheitas por ano ao seu pai. De quebra, os vizinhos podem abastecer seus celulares.

A ousadia de Kamkwamba chegou ao canal de TV local e correu o mundo. Hoje sua história virou livro, com o título deste post (O menino que domou o vento). Seu sucesso surgiu em meio a miséria, dedicação, senso de oportunidade e muito lixo. Segundo William, na seca de 2000 a sua família e toda a vizinhança foi forçada a cavar o chão para encontrar raízes, cascas de banana ou qualquer outra coisa para forrar o estômago. Sem dinheiro para ir à escola, seu destino era ser mais um agricultor miserável do Malaui. Mas ele não se rendeu ao destino.

Na biblioteca comunitária perto da vila ele encontrou os livros que o tornaram um empreendedor e palestrante requisitado. Enquanto ele construía seu moinho de vento para gerar energia, todos o chamavam de louco e maconheiro. Quando viram o moinho girando e produzindo eletricidade, seu valor foi finalmente reconhecido. Não só na sua vila, mas em todo o mundo. Hoje, ele estuda na African Leadership Academy, em Johannesburgo, uma escola que reúne jovens de 42 países africanos para formar líderes para a África. Hoje ele quer voltar ao Malaui e gerar energia em todas as vilas, levar água a todas as cidades e fazer com as próprias mãos o que o governo não faz. Um exemplo que deveria ser imitado por aqui...

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