Uma Novolhar sobre as crises conjugais


Estive uns dias fora de circulação por aqui. Estava ocupado com a reunião de pauta da revista Novolhar, na última segunda-feira, em São Leopoldo (RS). Vamos abordar a espinhosa temática da Educação no Brasil. Muita gente fala o quanto o Brasil precisa caminhar nesta estrada para tornar-se realmente uma grande nação. E é verdade. Ficamos parados muito tempo, perdemos muito terreno, até para outros países da América do Sul, como a Argentina e o Chile. Precisamos avançar. Mas esse tema alguns especialistas irão aprofundar na revista que sai para setembro/outubro.

Também trouxe direto do Morro do Espelho a última edição, que aborda as Crises Conjugais como tema de capa. Reproduzo abaixo parte do editorial da revista, que foi redigido por mim depois de pronta a revista, sempre com o caprichado trabalho em equipe dos jornalistas Rui Bender e Eloy Teckemeier, do pastor João Artur Müller da Silva e da assistente editorial da Editora Sinodal, Bruni Tornquist.

Lá vai o Editorial. Sinta-se instigado a ler a revista.

"Até que a morte os separe" é uma expressão muito antiga. De tão tradicional, contra entre as coisas cujo real valor se perdeu no tempo. Não faz muitos anos que histórias de separação, dramáticas e traumáticas, despertavam espanto e burburinho. Agora está tudo invertido. Histórias de casais unidos por décadas é que causam admiração e estranheza.

O normal hoje em dia é estar no segundo ou terceiro relacionamentos. "Que seja eterno enquanto dure", dizia Vinícius de Moraes sobre o amor. É assim que se pensa sobre os relacionamentos. Muitos casais já começam uma relação com a certeza de que não será a sua única experiência. Ao primeiro sinal de problema, cada qual segue o seu caminho e busca outra companhia para seguir seus passos.

As crises que abalam os relacionamentos sempre existiram. Atualmente, entretanto, parecem ter quase sempre a última palavra. Estamos menos propícios a enfrentá-las ou elas se agravaram, atingidas pelos respingos do consumismo que tudo rege em nossa sociedade hedonista?

A presente edição da Novolhar decidiu não seguir o que um ditado popular recomenda: Em briga de marido e mulher não se mete a colher. Reunimos especialistas e buscamos ajuda para meter a colher nas crises conjugais, não para acusar ou criticar, mas para ajudar.

Acreditamos na força do amor e não temos dúvidas: ele pode durar até mesmo a vida toda. Metemos a colher nessa temática para fortalecer relacionamentos, reconstruir pontes, refazer laços rompidos e - por que não? - reafirmar que o amor é duradouro. Em última instância, é somente ele, o próprio amor, que é capaz de renovar amores feridos, embotados ou magoados.

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