O Cristo brega da discórdia



O presidente do Peru, Alan García, inaugurou, no último final de semana e a 40 dias de encerrar o seu mandato, estátua do Cristo redentor em morro da capital, Lima. A estátua é semelhante ao Cristo do Corcovado, tem 37 metros de altura e foi doada pela construtora brasileira Odebrecht.

Trabalhada em acrílico, o Cristo do Pacífico ergue-se sobre uma base de concreto no pico Solar, assim que o messias parece olhar para a baía de Lima. O fato a estátua ser quase uma réplica do Cristo do Corcovado gerou uma grande polêmica estética e urbanística.

Pelas redes sociais, a população foi convidada a protestar contra a construção da estátua no movimento que ficou conhecido como Quaresma contra Alan, aludindo aos 40 dias para o término do mandato, em 28 de julho. Para a inauguração, o governo tratou de armar um forte esquema de proteção do presidente da República, pois temia atentado.

A prefeita de Lima, Susana Villarán, disse que o governo deixa para a capital “esse absurdo” e lamentou não ter sido consultada a respeito. Garcia frisou que o local onde está o Cristo do Pacífico será um ponto de peregrinação para peruanos e estrangeiros. Autoridades do Ministério da Cultura argumentaram que a estátua é uma homenagem aos que tombaram na Guerra do Pacífico, entre o Peru e o Chile.

O diretor do Museu da Memória, Pedro Pablo Alayza, disse que o Cristo do Pacífico perturbará a paisagem da capital. Ele lamentou que a estátua tenha sido erguida em área arqueológica pré-incaica. (ALC)


A estátua virou motivo de protestos e de chacota em Lima.

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