A fantástica fábrica de realidades

Não é de hoje que a maior revista semanal brasileira serve, para mim, apenas para aquecer o meu sangue quando está frio. Não recomendo, não leio, não assino, não compro em bancas, não cito... Apenas vou ao seu arquivo digital de vez em quando, para recalibrar meu indignômetro.

E não foi diferente ontem, quando resolvi dar uma passada nas matérias da edição da última semana. Tudo ia até mais ou menos, até topar com a matéria "A farra da antropologia oportunista" (http://veja.abril.com.br/050510/farra-antropologia-oportunista-p-154.shtml). Conforme as páginas virtuais da revista iam passando pelos meus olhos, meu semblante ia se crispando. Não dá para absorver tanta barbaridade e baixeza jornalística em tão poucas linhas. Bem, não vou entrar em maiores detalhes. Quem tiver interesse, acompanhe de perto a indignação generalisada, no endereço: http://faire-savoir.info/2010/05/04/a-farra-do-jornalismo-oportunista/.

Alerta definitivo: Veja bem, nada impede você de ter uma visão absolutamente distorcida, preconceituosa e inverossímil da realidade brasileira. Basta alimentar-se, semanalmente, da superficialidade e da visão tendenciosa e mal-intencionada do jornalismo oportunista sistematicamente praticado por esta revista.

Comentários

  1. Toda essa discussão evidencia que, na maior cara de pau, para fundamentar sua argumentação (que, infelizmente, muita gente ainda considera acima de qualquer suspeita e 100% confiável), essa revista atropela a mais rasteira matemática. Esses repórteres nunca ouviram falar de mapas sobrepostos. Avaliam os mapas dos territórios indígenas e somam tudo. Depois pegam o mapa dos quilombos demarcados e somam tudo. Em seguida, pegam os mapas das reservas ambientais e somam todas elas. No final, simplesmente somam todos estes dados e dizem que só sobrou São Paulo e Minas Gerais como espaço para uso agrícola. Se também pegassem o mapa das áreas usadas na agricultura e do agro-negócio e somassem tudo também, facilmente perceberiam que estaríamos diante de um território maior do que o de toda a América do Sul. Eles pensam que todos somos idiotas e não sabemos somar 2 + 2. Mapas sobrepostos referem-se ao mesmo território. Portanto, há, entre essas áreas, diversos territórios (imensos, diga-se de passagem!) que COINCIDEM! Áreas indígenas e de preservação permanente; quilombos e áreas produtivas da agricultura, etc.

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