Esta imagem, tirada em Nagasaki pouco depois da explosão da fatídica bomba atômica, no dia 9 de agosto de 1945, demonstra que as medidas de proteção ensinadas aos americanos uma década depois não faziam o menor sentido. Mesmo assim, quase todo mundo acreditou estar protegido e as repetia com total confiança.

Também na atualidade nos sentimos falsamente protegidos muitas vezes.

Enchemos as nossas cidades de câmeras de vigilância, que bisbilhotam a nossa vida privada de forma escancarada e ostenciva, nos dando a falsa sensação de proteção. Servem apenas para filmar a violência ao vivo e a cores, na maioria das vezes sem levar os seus executores à justiça. Obrigam os motoristas a baixarem a velocidade para evitar a multa, para acelerarem logo em seguida, continuando a desrespeitar o limite de velocidade determinado para aquela via.

Acreditamos proteger a natureza ao plantar uma árvore ou recolher algum lixo na rua. Mas não abrimos mão do carro em troca da bicicleta ou do transporte coletivo. Não investigamos a origem dos produtos que consumimos, desconsiderando seu grau de agressão ao meio ambiente.

Há tantas coisas que sequer imaginamos existir... Intrincados caminhos que causam morte, destruição, injustiça e preconceito. Nos sentimos seguros e isentos por desconhecê-las, simplesmente. “Melhor não saber”, é a nossa prática de sobrevivência.

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