Os rotuladores e sua habilidade de rotular


Mais um dia de reações no Jornal de Santa Catarina sobre a questõ de Israel. Posso considerar realizado o meu intento de levar as pessoas à reflexão. Até tive uma produtiva troca de e-mails com o colunista Maicon Tenfen, que apontou para a facilidade que têm as pessoas por aqui de rotular.

Aqui, quem é favelado é "bandido". Quem tem pensamentos de preocupação social é "de esquerda". Pastor com visão social é "marxista". E a coisa vai mais ou menos por aí. Em vez de debater o tema, por falta de argumentos ou no calor do debate, sei lá, o negócio é rotular. E as pessoas por aqui andam com um rolo de rótulos bem grande por aí, e vão colando os ditos cujos nas testas das pessoas. Uma vez rotulado, o seu destino é uma caixinha. Depois disso, você pode dizer o que quiser e o seu lugar já está pré-deternimado no almoxarifado ideológico dessa gente.

Tudo bem. Pelo menos, de vez em quando, as minhas manifestações têm contribuído para que os rotuladores tenham o que fazer com o seu rolo de rótulos. Já não me importo. Estou na turma do Galileu, ao ser levado a renegar sua teoria de que a Terra se move: "Entretanto, ela se move!"

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