Um show de democracia

As urnas eletrônicas chegaram aos lugares mais remotos de uma das mais populosas democracias do mundo, numa demonstração de competência e organização.

Um domingo festivo, sem nenhum incidente digno de nota, em que milhões de eleitores e eleitoras foram às urnas para eleições majoritárias, limpas e democráticas. Um espetáculo que se vê em poucos lugares. Nem mesmo em países do chamado primeiro mundo as eleições são tão ordeiras. Você poderia supor que estou falando da Alemanha, dos EUA, da França ou da Inglaterra. Não, estou falando do Brasil.

E o show de democracia e transparência seguiu durante a apuração. Sem incidentes, os resultados das urnas eletrônicas de todo este imenso país-continente estavam quase 100% apuradas meras cinco horas depois (eu disse horas, e não dias!). Além de um show de democracia, um espetáculo de competência e tecnologia, que dá um baile nas grandes e orgulhosas nações da Europa e da América do Norte.

Ah, você poderia dizer, mas esta grande nação democrática e ordeira elegeu o Tiririca, o Romário, o Marcelinho Carioca... A grande nação democrática quase deu um cargo de senado ao Netinho em detrimento da Marta. Mas essas eleições somente indicam o nível da democracia, em que qualquer cidadão pode candidatar-se e ser eleito. Um Tiririca somente canalizou os votos de protesto de um eleitorado absolutamente descontente com o que estava aí, representando a classe dos políticos tupiniquins. Me diga, qual é a diferença entre um Tiririca ou um Roriz? Seria mais democrática a volta de Renan Calheiros ao senado federal? Mas ele voltou, apesar de tudo...

Então, na soma geral, o Brasil deu mais um show. Vamos ao segundo turno, sem medo de que estejam pisoteando a democracia. Essa conversa é tão desmedida quanto absurda. É conversa de quem quer semear a desordem. Não somos mais um país de bananas.

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