Nós falamos demais na Igreja



“Muitas vezes queixamo-nos da imensa ignorância dos jovens relativamente ao Cristianismo. Mas será uma pura perda de tempo produzirmos mais documentos, vídeos, programas de rádio e de televisão, se não nos esforçarmos também por fazer da Igreja um lugar de coragem, alegria e esperança evidentes. Devemos escolher com cuidado as palavras que usamos. A Verdade conta. Mas as nossas palavras serão inúteis, se não estiverem ancoradas em comunidades que mostrem como estão apontadas para além de nós mesmos, para Aquele que nos procurou e nos deu a sua Palavra. Santo António, o pregador franciscano do século XIII, queixava-se de que a Igreja estava “farta” de palavras. As coisas não mudaram muito. Continuamos a produzir grandes quantidades de documentos, longos e aborrecidos sermões, mas se não se apreender uma lufada de liberdade nas nossas vidas, as nossas palavras corromperão radicalmente a pregação do Evangelho.” (Timothy Radcliffe*, citado de http://tribodejacob.blogspot.com/)

* TIMOTHY RADCLIFFE – Nascido em 1945 (Londres), Timothy Radcliffe, foi educado no St. John’s College tendo-se tornado frade dominicano em 1965. Foi capelão do Imperial College London e professor no seu Convento, do qual foi igualmente prior entre 1982 e 1988. Eleito Prior Provincial de Inglaterra, exerceu o cargo entre 1988 e 1992, tendo igualmente sido presidente da Conferência dos Superiores Religiosos de Inglaterra e Gales. Foi também professor de Sagrada Escritura na Universidade de Oxford. Eleito Mestre Geral da Ordem dos Pregadores em 1992, viajou por todo o mundo em visitas às diversas províncias da sua ordem. Escritor de méritos reconhecidos, publicou diversos livros de espiritualidade e de refexão sobre os desafios da vida contemporânea. Após deixar o cargo, em 2001, voltou a lecionar na sua universidade e é frequentemente convidado para conferências e palestras. Grande ativista dos direitos humanos, é frequente participar em seminários e mesmo manifestações de rua. (Fonte: Wikipédia)

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