Aulas de tortura vieram dos Nazistas



Conforme eu afirmei ontem, estou divulgando um documentário revelador sobre como e onde os torturadores das ditaduras militares dos anos 1960 e 1970 na América Latina foram buscar know-how. Eles não tiveram nem calafrios, ao servir-se das sórdidas técnicas de tortura e extermínio em massa desenvolvidas em Auschwitz, Buchenwald, Treblinka e outros campos de concentração nazistas.

De que maneira fizeram isso? Com a crescente guerra ideológica entre Ocidente e Oriente, que depois virou a execrável Guerra Fria, os americanos e seus aliados vencedores da Segunda Guerra Mundial, não tiveram escrúpulos em “perdoar” alguns dos principais criminosos ligados a Hitler para usá-los em sua guerra anti-comunista. Facilitaram fugas, organizaram esconderijos para eles e os apoiaram tacitamente para se instalarem na América do Sul e repassar seus conhecimentos aos grupos de combate aos movimentos de esquerda.

O Inimigo do Meu Inimigo (My Enemys Enemy) revela uma escabrosa história paralela do mundo no pós-guerra. Nessa versão da história, a CIA faz uso de ninguém menos que Klaus Barbie, o torturador nazista conhecido como o açougueiro de Lyon, que é transformado em espião americano e ferramenta de regimes repressivos de direita na América Latina. Tudo a serviço de um sórdido jogo de interesses para garantir a hegemonia americana no mundo.

O documentário (duração de 84 minutos) foi produzido em 2007, na França e Inglaterra, sob a direção de Kevin Macdonald e dos mesmos produtores de Farenheit 9/11 e Tiros em Columbine.

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