Nós somos diferentes



Um dos maiores problemas em países fanáticos por futebol, como o Brasil, a Inglaterra, a Itália, a Argentina, a Espanha, a Alemanha e muitos outros, é a violência entre as torcidas. Os conflitos não raro levam à violência nos estádios, agressões entre torcidas, quebra-quebras e até mortes. Conhecemos isso também no futebol brasileiro.

O futebol não só divide torcidas, mas destrói relações de amizade, impede que pessoas se aproximem e até é capaz de fazer desmoronar relações estáveis.

Há uma década, um grupo de torcedores de diversos times alemães quer mudar essa realidade de violência e intolerância em torno do esporte das multidões. Eles fundaram o movimento cristão “Totale Offensive”, com a intenção de levar Deus aos estádios. O objetivo é fomentar o respeito e a paz no futebol, inclusive durante a Eurocopa.

“O adversário não é nosso inimigo”, eles defendem. O símbolo do movimento é o peixe (IXTYS), um dos mais antigos e significativos símbolos cristãos, com o qual os seguidores de Jesus Cristo se identificavam, ao desenharem um peixe na porta de casa. A palavra IXTYS (peixe, em grego) resume a frase Iesus Xristós Teou Yiós Sother (Jesus Cristo, Filho de Deus, é Salvador). Aliás, é por conta do Sother (Salvador) que o morador da Capital da Bahia é definido como "soteropolitano".

O movimento “Totale Offensive” está presente em toda a Alemanha e tem engajamento social e diacônico. Suas principais metas de ação são o combate à violência, à intolerância e às drogas. O lema do movimento é “nós somos diferentes”.

Este parece ser um bom exemplo a ser copiado no país do futebol, ainda mais num momento tão eufórico como este, em que o Brasil será sede da Copa do Mundo.

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