A nova estrela clássica é da Venezuela



Para quem acha que a Venezuela se resume às peripécias bolivarianas de Hugo Chávez, sabe muito pouco daquele país magnífico. E esta espetacular orquestra deste vídeo não é de jovens europeus, mas é a Sinfónica Juvenil Simón Bolivar, interpretando as Danças Sinfônicas de Leonard Bernstein.

Mas o que eu queria, de fato, é chamar a atenção para o prodigioso maestro que dirige a Simón Bolivar. Ele é Gustavo Dudamel, um jovem de 31 anos que empolga críticos, plateias e músicos no mundo inteiro. Conhecido por seu modo entusiástico de dirigir, ele arrasta multidões aos concertos com a sua personalidade tão exuberante e esvoaçante quanto a sua vasta cabeleira. Já em 2009 a revista Time o considerou uma das 100 personalidades mais influentes do mundo. O jovem venezuelano é uma estrela global da música clássica.



Ele cresceu na cidade mais musical da Venezuela, Barquisimeto, onde quase todo mundo tem um instrumento em casa. Gustavo começou a estudar violino aos quatro anos e começou a dirigir orquestras aos nove, colocando uma fita cassete para tocar e imitando os movimentos dos maestros. Aos 12 anos ele já era o maestro da orquestra juvenil da cidade e, aos 15, tornou-se profissional, dirigindo a Orquestra Nacional da Juventude da Venezuela.

Atualmente, Gustavo Dudamel vive entre os EUA e a Venezuela, quando não está pelo mundo, regendo grandes orquestras. Dudamel é o maestro residente da Orquestra Filarmônica de Los Angeles, nos EUA, e continua regendo a Simón Bolivar, em Caracas. A orquestra de Caracas é um projeto elogiado em todo mundo, por ser formada de jovens músicos vindos dos bairros pobres da Capital, que recebem instrumentos e educação musical top de linha.

Além dos dois trabalhos fixos, Dudamel viaja constantemente por todo o mundo, dirigindo concertos nas mais renomadas salas do planeta. Sua próxima grande apresentação será The Big Concert, um dos espetáculos de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. O espetáculo será no dia 21 de junho, no Castelo de Stirling, na Escócia, para um seleto público de oito mil espectadores. Pela TV, seus gestos exuberantes serão seguidos por milhões de pessoas.

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