Folclore para vencer a xenofobia


Uma experiência enriquecedora e surpreendente foi a nossa reunião de pauta da revista Novolhar, ontem em São Leopoldo. Estiveram conosco duas jovens empreendedoras de Nova Petrópolis, Carla Ferreira e Cândida Maldander, da Secretaria de Educação e Cultura dessa cidade da região serrana próxima de Gramado. A tarefa dessas duas batalhadoras é organizar o Festival Internacional do Folclore de Nova Pretópolis.

Quando se fala em folclore, tem-se em mente aquelas danças típicas, cirandas, lendas regionais e a cultura que marca o passado, relembrando os nossos antepassados. Geralmente, nos remete para tempos antigos, que se quer reviver. De fato, muitas vezes isso tem sido assim. Mas quando se quer fazer mais às vezes isso é difícil. Como diz a própria Cândida, do orçamento do município o que sobra vai para a cultura. A tarefa, para quem organiza um evento grandioso como esse de Nova Petrópolis, é como a luta de Dom Quixote contra os moinhos de vento.

Entretanto, mesmo com um orçamento reduzido e usando recursos humanos e estrutura das secretarias municipais existentes, essas duas guerreiras fizeram muito mais do que isso. Organizam um festival grandioso, com presenças de todo o Brasil e até do exterior, tudo sob um ambicioso lema: “São as diferenças que nos unem”. Não se trata de uma simples frase de efeito, mas de uma idéia que busca combater o estranhamento do outro, a recusa da cultura e do jeito de ser e de viver do outro. Em suma, folclore ajuda a combater a xenofobia.

O festival que elas encabeçam promove a cultura como algo em movimento, que é dinâmico e perpassa não só o passado, mas atinge o nosso dia a dia. Para além disso, desafia à reflexão. Por exemplo, com uma celebração ecumênica que celebra a vida, a paz e a diversidade. E isso é genial, não é mesmo?

Por enquanto, parabéns às duas guerreiras. Mais detalhes vocês terão na edição de janeiro e fevereiro da Novolhar. Estou animadíssimo com o que vem por aí! Por ora, dê uma espiadinha nesse trabalho maravilhoso, realizado em Nova Petrópolis (aqui).

Comentários

  1. Como Vai, pastor?! Estava passeando pela Net e entre um blog e outro acabei neste seu espaço de imagens e leituras onde encontro sempre uma pitada de novas ideias. Uma que me ocorreu e imagino que já tens praticado é o ir e vir de São Leopoldo naquela sua Suzuki, sempre contra o vento. Um abraço! E obrigado por manter, a despeito da idade, esse seu espirito de La Mancha sem o qual seria mais difícil recebermos nossa Novolhar e nosso O Caminho, de cada dia.

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