Por uma nova mentalidade


O misto de festival de rock e acampamento de jovens que está ocorrendo de ontem a amanhã em Paulínia (SP) tem mais em mente do que só curtir música. Quer envolver os jovens no debate e na postura mais sustentável em relação ao planeta que habitamos. Muitos convidados especiais, além de cantar, estão se manifestando. Martina Silva e diversos outros ambientalistas, bem como gente famosa, como a atriz Daryl Hannah. O embalo da música é o combustível do Fórum Global de Sustentabilidade, que acontece dentro do Festival SWU.

Daryl Hannah, atriz famosa de Hollywood e ativista ambiental radical, que mora numa fazenda em que colhe seu próprio sustento e sem usar nenhum tipo de veneno, participou do SWU com excelentes pitacos para o debate do tema “Desenvolvendo novas possibilidades: iniciativas transformadoras”.

Outras presenças que falam a voz ambiental foram Manoel Cunha, do Conselho Nacional dos Seringueiros, Virgílio Viana, da Fundação Amazônia Sustentável, Cristian Del Campo, da fundação Um Teto para Meu País. Manoel Cunha protestou contra a discriminação contra as ONGs após os escândalos envolvendo os ministérios do Esporte e do Trabalho. “Eu presido uma ONG há seis anos e sou do time dos honestos e dos que sabem que as Ongs tem papel fundamental, não é porque uma ou outra deixou de fazer as coisas certas que devemos achar que todas são erradas”, disse o seringueiro.

E ele tem toda razão. Essa onda de suspeitas de corrupção está sendo aproveitada para tornar a expressão ONG sinônimo de safadeza, o que de modo algum é verdade. O Brasil é um país de voluntários; de exércitos deles. Muitos, dando o sangue em ONGs absolutamente sérias e comprometidas.

Daryl Hannah, é cofundadora da SBA (Aliança de Sustentabilidade do Biodiesel). Conhecida por ter atuado em filmes como Blade Runner (1982) e Kill Bill (2004), a atriz veio ao SWU e fez uma palestra de dez minutos sobre a importância de mudar as atitudes. Respondendo a pergunta de como mobilizar as pessoas para mudar o mundo, ela lembrou que o mundo, na verdade, é uma aldeia. "Quando vemos a foto do planeta, vemos que somos uma família e dependemos dele. As pessoas precisam entender que somos uma família e vamos nos destruir se não mudarmos", disse a atriz, que se despediu com um sonoro "obrigado", em português.

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