O gênio irrequieto do rock


Em 24 de novembro de 1991 morria de forma trágica, quase desaparecendo no fundo de uma cama, o mais polêmico, carismático e atentado cantor de rock de todos os tempos. Nascido em Zanzibar, numa família persa, no dia 5 de setembro de 1946, com o nome de Farroch Bulsara, pouca gente sabe dessa origem. Mas o planeta inteiro ainda hoje sabe associar essa figura ao nome artístico que adotou: Freddie Mercury. Junto com o baterista Roger Taylor e o guitarrista e hoje astrofísico Brian May, ele fundou o Queen, ao qual se integraria um ano mais tarde o baixista John Deacon.


O sucesso do grupo foi meteórico e, por 20 anos, dominou o cenário roqueiro mundial com sua genialidade. Freddie e seu Queen são os criadores da ópera rock, na qual os instrumentos eletrônicos recriavam arranjos antes somente vistos nas grandes óperas, com a genialidade absoluta dos arranjos e a voz única e até hoje jamais substituída ou sequer imitada do vocalista e arranjador principal do Queen: o próprio Freddie Mercury. A voz que alcançava três oitavas e meia era a sua maior ferramenta; para a revista Rolling Stone, ele foi um dos 20 melhores cantores de todos os tempos.


Para muito além do cenário rock, Mercury gravou diversos clássicos com grandes divas da ópera mundial e poderia ter sido um dos grandes nomes da música clássica do século 20. Cantou com ninguém menos que Montserrat Caballe, famosa cantora de óperas que cantou com ele sua composição “Barcelona”.


Voz inimitável e ousadia no palco, Freddie Mercury era um grande bailarino e o melhor dos performers de todos os tempos da música que encantou e encanta multidões. Ainda hoje, após 20 anos de sua morte, ele está entre os maiores faturamentos do rock mundial, vendendo mais do que muitos roqueiros vivos. Entre os anos de 1974 e 1986 o Queen realizou 9 turnês mundiais, lotando estádios com facilidade mundo afora, dando 700 concertos em 16 anos. “We Are The Cahmpions” está entre as canções mais cantadas por grandes públicos na era do rock, fazendo sempre tremer os alicerces dos estádios em que o Queen se apresentava.

Uma espécie de Wolfgang Amadeus Mozart do cenário do rock mundial, Mercury viveu de modo extravagante e intenso, causando a sua própria morte precoce provocada pela AIDS. Já se falava sobre a doença de Freddie há muito, mas ele fez o anúncio oficial de que estava com AIDS somente no dia 23 de novembro de 1991. No dia seguinte ele estava morto, vítima de pneumonia, aos 45 anos.

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