Pego pelo chifre

O chifre de um rinoceronte vale 120 mil dólares no mercado negro. Foto:Gleyma Lima/Opera Mundi

No ano de 2020 poderá não mais haver rinocerontes na África do Sul. Uma espécie de turismo macabro e impiedoso está dando cabo deles. O turista paga cerca de 10 mil dólares a “agências” de turismo da morte, para divertir-se caçando esses animais pacatos e indefesos e, ainda por cima, levar um bom dinheiro para casa.

É que o chifre de cada animal abatido pode valer até 12 vezes mais do que o pacote turístico no mercado negro de chifres de rinoceronte. Por isso mesmo, cresce o número de turistas chineses entre os caçadores de chifres, porque este é um produto muito procurado no mercado asiático e em alta por lá.

Segundo a Associação de Proprietários de Rinocerontes, apenas nos dois primeiros meses de 2012, mais de mil rinocerontes podem ter sido mortos durante as caças promovidas por grupos e agências de turismo. O número corresponde ao triplo do que foi registrado em todo o ano de 2011 no país. São em sua maioria animais de reservas naturais particulares. O deleite dos impiedosos chama-se “caça esportiva” e um troféu cobiçado é tirar uma foto ao lado de um animal abatido. O custo do pacote varia de acordo com o animal que será caçado.

Entre as vítimas deste estranho “esporte” há também elefantes (cujo marfim é valorizado no mercado negro), búfalos e outros animais, que essas agências consideram “abundantes” na África e julgam estar prestando um serviço de “controle” populacional.

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