O dólar precisa de Deus


O Supremo Tribunal dos EUA recusou a tentativa de retirar a frase “In God we trust” (“Em Deus confiamos”) das notas e moedas de dólar. A ação foi interposta pelo advogado Michael Newdow, que sustenta que a frase é discriminatória ao promover uma religião monoteísta. Newdow dirige associação de ateus FACTS e considera que a discriminação contra os ateus é similar à que sofreram em outros momentos da história dos EUA as mulheres, os homossexuais e os negros.

Certamente muitos cristãos também não fazem muita questão de manter esta inscrição no papel-moeda que simboliza o que há de pior no mundo dos negócios escusos da economia mundial. Mas sondagens afirmam que 90 por cento dos norte-americanos concordam com a alusão a Deus em sua moeda. Alguns deles também não teriam dificuldades em colocá-la ao lado e no mesmo patamar dos mais tradicionais símbolos da fé cristã, como a cruz, a pia batismal e os elementos da eucaristia.

Na verdade, para a economia americana em franca decadência, a confiança em Deus, outrora tão segura de si enquanto os negócios iam bem, agora parece mais uma tábua de salvação em meio à inundação. Hoje o dólar precisa mais de Deus do que de outra coisa para manter-se acima do nível de afogamento.

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