E a turma mostra a que veio

Finalmente o Estadão sai do armário e assume que não está fazendo jornalismo, mas campanha aberta, com opção clara para um determinado candidato. No editorial de ontem, 26 de setembro, intitulado “O mal a evitar”, O Estado de S. Paulo declarou seu apoio à candidatura de José Serra, um candidato de “currículo exemplar”, em condições de “evitar um grande mal ao País”.

O Estadão assume assim, em definitivo, que é tendencioso, que tem um interesse bem claro com as manchetes que estampa em suas capas diárias e que está no jogo da política como um partido e não como um órgão de imprensa. Lula tinha toda razão no seu desabafo, portanto.

O Estadão ratifica, ainda, seu viés ideológico típico de classificar tudo o que vem do povo, da vontade do povo, como “facção”, coisa perigosa, de gente de menor valor, que não tem o direito de eleger quem quer que seja para colocar no palácio. O palácio é, para o Estadão, um lugar nobre demais para que uma nação de miseráveis vote com o estômago, com o bolso, e tente melhorar de vida. Afinal, ocupar o palácio é um privilégio que somente o andar de cima pode requerer para si.

Para o Estadão, não é o povo que quer a continuidade de um governo que melhorou a vida de 50 milhões de brasileiros. É o governo que se auto-proclamou dono do poder e quer manter-se lá para garantir “o bem-estar da companheirada” do partido.

Pelo menos, agora, sabemos com quem estamos lidando. Estamos aguardando os editoriais de Veja, da Folha, de O Globo e de todos os veículos da turma do PIG, o Partido da Imprensa Golpista. Saiam do armário vocês também. Tenham a coragem de mostrar todo o rosto...

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