Como quebrar o ciclo do ódio 2


O duplo atentado ocorrido na Noruega na sexta-feira 22 é mais um lamentável episódio erguido sobre a crescente xenofobia na Europa. Anders Behring Breivik (32 anos), autor confesso dos dois atentados, matou 76 pessoas na ilha de Utoya e em outro atentado em Oslo.

Durante a audiência de hoje, em que foi ouvido pela justiça, ele não se declarou culpado pelas mortes. Aproveitou para disseminar sua ideologia nefasta e repetiu seus argumentos já divulgados num manifesto de 1.500 páginas publicado na internet, onde ele listou vários “inimigos”: multiculturalismo, imigrantes e muçulmanos, que, segundo o acusado, deveriam ser banidos da Europa.

Seus atentados, segundo afirmou ao tribunal, tinham a intenção de “salvar a Europa Ocidental da invasão muçulmana” e também do marxismo. Ele atirou num acampamento jovem de verão do partido trabalhista para “evitar futuros recrutamentos” de quadros para o Partido Trabalhista, que em sua visão traiu a Noruega no governo.

Geir Lippestad, advogado de Breivik, afirmou que o manifesto foi totalmente escrito pelo acusado. “Ele queria uma mudança na sociedade, e, segundo seu ponto de vista, ele precisava conduzir uma revolução”.

Jens Breivik, pai do terrorista, disse que o filho “deveria ter se suicidado”. Ele mora na França, em Cournanel, onde vive sem contato com o filho há muito tempo. “Ainda não consegui me recuperar da comoção”, disse ele depois de ver a notícia na TV. “Nunca mais vou retornar à Noruega de vergonha”, finalizou o pai.

Deus nos livre, mas é fácil prever que outros monstros como Anders estão crescendo neste exato momento em toda a Europa e nos EUA. Sentem-se fortalecidos pela coragem desse monstro. Para muitos, Anders é um herói; alguém que teve a coragem de fazer aquilo que eles só pensam. As homenagens aos mortos pela guerra da xenofobia em Oslo reuniu 100 mil pessoas.

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