Mandela unanimidade planetária


Nelson Mandela completa 93 anos hoje. Ele tem todo o direito a esta generosa recompensa da vida, depois de ter perdido a juventude atrás das grades. Mas o seu tempo na prisão não foi em vão. Muito menos, transformou-se numa escola para torná-lo amargo, vingativo, pronto para detonar Deus e o mundo. Mandela aproveitou o tempo para gestar o mais brilhante parto de uma nação em pleno século 20. A África do Sul nem nação era. Era um arremedo de campo de concentração com cara de Mad Max, com direito a overdoses de barbárie e desumanidade plena.

Além de ter enobrecido como um vinho bem guardado, Mandela é uma das poucas unanimidades do Planeta Terra como exemplo de ser humano. Enquanto o Vaticano canoniza pateticamente João Paulo Segundo, o “papa pop”, Mandela continua gente como a gente e, próximo dos 100 anos de vida, é um ser humano de carne e osso que não aceita a canonização do planeta. Mas sabe muito bem a importância única e histórica da sua espetacular caminhada cidadã. Iguais a ele não há ninguém hoje. E se a humanidade tivesse meia dúzia de Mandelas espalhados, um para cada continente, tudo seria muito diferente.

Nelson Madiba Mandela! Parabéns! Que Deus te conserve! Que Deus te transforme em eterno exemplo a ser seguido. Que a tua memória viceje como os cedros do Líbano. A tua grandeza não cabe em texto algum. Tu estás no pódio mais alto dos que merecem ser chamados de santos... com ou sem a nossa canonização. És um farol para a comunidade global, e para todos que trabalham para democracia, justiça e reconciliação.

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