Com deficiência, sem emprego


Começou no sábado, dia 21, e vai até 28 de agosto, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência, com o tema: “Dá-nos a superação do preconceito a cada dia”. A semana de reflexão sobre o tema é instituída pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil-IECLB. Um caderno de subsídios aponta que “nesta semana, em especial, se faz necessário refletir sobre o quanto as pessoas com deficiência são privadas do seu direito ao ‘pão de cada dia’ (NE: referência ao tema do ano da IECLB). Barreiras impostas dificultam ou impedem o acesso à educação, ao mercado de trabalho, à saúde, à convivência, ao respeito, ao amor e a tantas outras coisas necessárias para uma vida com qualidade”. Maiores informações pelo http://www.luteranos.com.br/, o portal da IECLB.

Por falar no assunto, a blogueira Márcia Gori (http://mrciagori.blogspot.com/) traz uma denúncia importante sobre a diminuição da presença de trabalhadores com deficiência nas empresas brasileiras nos últimos dois anos.

Segundo o seu blog, “enquanto cresceu 9,6% o percentual de trabalhadores formais, ocorreu um decréscimo de 17,3% nos postos ocupados pelo segmento. A comprovação desta situação veio a público na semana passada com a divulgação dos dados da RAIS-2009 (Relação Anual de Informações Sociais) pelo Ministério do Trabalho. O ministério informou que do total de 41.207.546 de vínculos trabalhistas ativos, registrados em 31 de dezembro de 2009, as pessoas declaradas com deficiência eram 288.593 (0,7 % do total) sendo que destas, as com deficiência física representam 45,68%, auditiva 22,74%, visual 4,99%, mental 4,55%, múltipla 1,21% e reabilitados 11,84%”.

“Vale a pena relembrar que o IBGE aponta que as pessoas com deficiência representam 14,5% da sociedade ao passo que o Ministério do Trabalho está confirmando que apenas 0,7% dos postos de trabalho formais estão sendo ocupados por trabalhadores com deficiência”, aponta a blogueira, que é ela própria portadora de necessidade especial.

Segundo Márcia, “dá para perceber que a ‘radiografia’ identificou uma doença grave chamada preconceito cultural, que dificulta as contratações até mesmo no cumprimento da Lei de Cotas que completou 19 anos no mês passado. A Convenção da ONU sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência está sendo desrespeitada na área do trabalho, com danos irreparáveis no Direito ao Trabalho destas pessoas”, ela finaliza.

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