O mundo quer salvar Sakineh


Os protestos do mundo inteiro contra o apedrejamento de Sakineh Mahammadi Ashtiani (43 anos) estão ganhando um novo contorno. Agora não é mais coisa de alguns poucos. Grupos gigantescos estão se formando na internet e famosos estão se empenhando pela iraniana. No próximo sábado, uma aliança de organizações pelos direitos humanos pretende organizar um mega-evento de protesto contra apedrejamentos, tortura e execuções no Irã, sob o lema “100 cidades do mundo contra as execuções” (http://notonemoreexecution.org/2010/08/14/100-stadte-der-welt-gegen-steinigung/). É a maior ação do tipo jamais organizada. Até o momento 87 cidades anunciaram sua participação, entre eles Berlim, Bagdá, Nairóbi e Nova York.

A solidariedade com Sakineh é gigantesca ao redor do planeta. A rede de relacionamentos Facebook organizou um site exclusivo para o caso (http://www.facebook.com/savesakineh/), que já tem mais de 60.000 integrantes. No site “freesakineh” (http://freesakineh.org/) quase 200 mil pessoas já assinaram a petição online por sua liberdade. Diversos famosos também colocam seus valiosos nomes nessa lista: Ingrid Bethancourt, Michael Bloomberg, Michael Douglas, Catherine Zeta Jones, Yoko Ono, Anni Lennox e outros já assinaram a lista.

Segundo a iraniana Mina Ahadi, uma ativista dos direitos humanos que vive na Alemanha, com a repercussão internacional do caso, é pouco provável que o governo iraniano perca a oportunidade de mostrar ao mundo que não aceita intromissão em questões internas. Portanto, apesar do gigantismo do protesto em todo o mundo, é quase certo que Sakineh não receba o indulto.

Segundo Ahadi, que tem contato direto com a família e o advogado de Sakineh , a prisão dela foi reforçada e todas as conversas do advogado são submetidas a rigorosa vigilância, com registros de vídeo e observadores presentes. Segundo Ahadi, na semana passada a própria Sakineh teria dito aos seus filhos, que visitavam a mãe na prisão, que ela tem poucas esperanças de escapar da condenação. Ao jornal britânico “The Guardian” ela disse que as autoridades iranianas querem confundir a imprensa internacional para poder executá-la às escondidas.

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