Um jeito fácil de livrar-se da mulher


No mundo islâmico, há um jeito fácil de livrar-se da mulher. Basta acusá-la de adultério, que será condenada à morte por apedrejamento. A condenação, depois da acusação, é 100% garantida, num ambiente em que os tribunais são compostos exclusivamente por outros homens.

Entretanto, ainda que o adultério tivesse sido de fato consumado, nada justifica o apedrejamento de um ser humano, nem diante do ser humano, muito menos diante de ou em nome de Deus. "Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra", desafiou Jesus, diante de uma cena típica de apedrejamento, bem do jeito que ainda hoje acontece no Oriente.

Por isso, tiro o chapéu para a atitude do Presidente Lula, que no sábado passado abriu as portas do Brasil para acolher Mohammedi Ashitiani, uma mulher iraniana de 43 anos, que foi condenada à morte por apedrejamento por suposto adultério. Ele ofereceu asilo político à iraniana em respeito às mulheres, "já que a minha candidata é mulher", disse. "Nada justifica o Estado tirar a vida de alguém, só Deus dá a vida e só Ele é que deveria tirar a vida ", completou Lula. Concordo com o Presidente em gênero, número e grau.

Comentários

  1. O Irã sinalizou nesta terça-feira que deve rejeitar a oferta do presidente Lula de conceder asilo a Ashtiani Mohammadi Ashtiani. Clamores internacionais fizeram o Irã adiar temporariamente o apedrejamento, mas Ashtiani, que tem dois filhos, ainda pode ser enforcada. “Até onde sabemos da Silva é uma pessoa muito humana e emocional, que provavelmente não recebeu informação suficiente sobre o caso”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, que entende o gesto de Lula como “interferência”. O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Philip Crowley, disse esperar “que o Irã considere o fato de o Brasil ter se apresentado e indicado o desejo de resolver a questão”.

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  2. Segundo reportagem do New York Times de quarta-feira (4 de agosto), agora as autoridades iranianas acusam Ashtiani de assassinato. A acusação veio depois da oferta de Lula em recebê-la no Brasil e após esta ter sido desdenhada pelas autoridades iranianas. A acusação veio após reportagens do serviço de notícias conservador Jahan, que afirmou, sem citar fontes, que Ashtiani havia sido condenada pelo assassinato de seu marido, mas que os juízes não haviam liberado informações à imprensa porque os detalhes da morte 'eram demasiadamente assustadores, disse o NYT. Na opinião do diário americano, a postura iraniana pode "introduzir uma pressão no que tem sido um relacionamento cada vez mais cordial" entre o Brasil e o Irã. "(A reação) também reforçou a visão dos críticos de que o Irã possui uma forma bárbara de justiça que é especialmente repressiva em relação às mulheres."

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