Patinhos amarelos


No dia 10 de janeiro de 1992 o navio chinês “Tokio Express” deixou cair diversos contêineres no Pacífico Norte durante uma violenta tempestade. Num deles havia 28.800 patinhos de brinquedo, desses de usar durante o banho das crianças. Vinte anos depois eles ainda boiam pelos oceanos e, aqui e ali, chegam às praias, causando surpresa. Eles também tinham em sua companhia castores vermelhos, sapos verdes e tartarugas azuis.

Mas eles não despertam somente espanto quando chegam à praia. O oceanógrafo americano Curtis Ebbesmeyer não os perdeu de vista desde então e acompanhou a sua odisséia de duas décadas pelos oceanos, protocolando toda a viagem e descobriu muitas coisas sobre as correntes superficiais dos oceanos do Planeta Terra.

Isso parece muito romântico e até aventureiro. Mas é fácil esquecer que ainda há milhares de patinhos desbotados boiando nos mares, agredidos pelo sol e pela água salgada, mas que levarão séculos para serem totalmente absorvidos pela natureza. E eles não são os únicos.

Todos os anos cerca de 10 mil contêineres caem de navios em acidentes semelhantes, com produtos como aparelhos de TV, tênis e outros produtos de plástico que bóiam sobre a vasta superfície do mar. Só no último naufrágio na Nova Zelândia, do cargueiro Rena, 130 contêineres foram lançados ao mar e outros 900 afundaram junto com o casco rasgado do navio. Tais acidentes tornam o mar cada vez mais um depósito imenso de lixo de toda ordem.

Comentários

  1. A POLUIÇÃO NO MUNDO SE TORNA APENAS SARCASMO E IRONIA NO QUE DESRESPEITO A PREOCUPAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE. FATO!

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