Três décadas sem a Pimentinha



Amanhã, dia 19 de janeiro, completam-se 30 anos da morte da Pimentinha, a cantora gaúcha de Porto Alegre, que era considerada uma das melhores do país e nos deixou com apenas 36 anos.

Três décadas depois, os fãs de Elis Regina ainda sentem falta da intensidade da cantora, cuja interpretação brilhantemente única pode ser vista neste clipe aí. Até hoje poucas cantoras foram tão intensas, intérpretes perfeitas; mais do que cantora, Elis foi uma atriz da música. Muitas vezes arrancou lágrimas do público e ela mesma chorou em inúmeras interpretações magníficas. Elis vivia cada pensamento das letras que cantava.

Para muito além de algumas canções popularíssimas, como “O bêbado e o equilibrista”, “Como nossos pais” e “Alô Alô marciano” (aliás, uma debochadíssima e espetacular interpretação criticando a futilidade na escalada social), há uma fonte inesgotável de interpretações únicas de Elis que comovem, comovem e comovem, até hoje.

Maria Rita, tão elogiada pela crítica saudosa de Elis, que me perdoem, não arranha sequer a face da genialidade da mãe. Descontando o timbre semelhante, falta vigor à voz de Maria Rita e, especialmente, a genial força da interpretação que consagrou sua mãe.

Num leque cada vez mais empobrecido de intérpretes na MPB, onde Gal e Betânia continuam brilhando após 50 anos de carreira, Elis Regina faz uma falta danada. Mais do que Pimentinha, a baixinha gaúcha era fogo.

Elis faleceu em São Paulo em 1982, depois de misturar bebida alcóolica com tranquilizantes. Seus três filhos atuam no ramo musical. João Marcelo Bôscoli é fundador da gravadora Trama. Pedro Mariano e Maria Rita são cantores.

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