Segunda-feira simbólica 1


A população mundial chegará a 7 bilhões de pessoas na próxima segunda-feira, dia 31 de outubro, de acordo com as projeções da ONU. A data é considerada simbólica para debater crescimento e sustentabilidade, incluindo temas como a produção de alimentos, a distribuição da água, a capacidade de geração de energia e o crescimento da produção de lixo e poluição.

Independente do simbolismo da data, algumas questões não podem ser caladas. Entre elas está a concentração de renda. O número de 7 bilhões de pessoas no planeta é assustador, mas todos poderiam viver dignamente (tendo comida, bebida, casa e lar, como se diz) se os recursos fossem distribuídos de forma mais equilibrada. É inadmissível que milhões de pessoas ainda passem fome (ou morram em conseqüência das doenças provenientes da desnutrição). É inaceitável que a maioria dessa gente não tenha água tratada ou de boa qualidade para beber.

A outra questão é a forma predatória com que lidamos com os recursos do planeta, transformando a terra numa boca de mina. O nível civilizatório alcançado pela humanidade, em sua quase totalidade dependente de energias fósseis não-renováveis, é absolutamente insustentável. Ou seja, não se mantém de pé. Pior que isso, é que toda essa destruição beneficia somente uma pequena parcela desses 7 bilhões de seres humanos. O resto, tem que se virar com o obsoleto, as sobras, os descartes, o lixo e a poluição.

Enquanto se insiste na união das palavras crescimento e sustentabilidade, para cada vez mais especialistas está claro: temos que reduzir o consumo de energia e de recursos, baixando a bola do nosso modelo civilizatório.

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