Lembrança do apocalipse

Nagasaki, no dia 9 de agosto de 1945. Nesta semana o mundo lembra os 66 anos do duplo bombardeio atômico a Hiroshima e Nagasaki, no Japão, promovido pelos EUA e causador do final imediato da segunda guerra mundial. A bomba em Hiroshima foi lembrada no domingo.

Hoje, em Nagasaki, uma cerimônia especial lembrou os 100 mil mortos da explosão da “Fat Man”, apelido que recebeu a bomba lançada sobre a cidade pela Força Aérea americana. Segundo as agências de notícias, pela primeira vez um representante dos EUA participou da cerimônia, que em nosso fuso horário aconteceu ainda na segunda-feira, às 23 horas. O horário, que no Japão foi às 11 horas de terça-feira, lembra a hora exata da queda da bomba, que matou 70 mil pessoas no mesmo instante. Representantes de outros 45 países estiveram na cerimônia.

Para o prefeito da cidade, Tomihisa Taue, que discursou durante o evento, é inacreditável que o acidente de Fukushima tenha acontecido justamente no Japão, que depois de Hiroshima e Nagasaki assumiu o compromisso de nunca mais ter “hibakusha”, como são conhecidas as vítimas das bombas nas duas cidades. Oficialmente ainda vivem 40.908 pessoas que presenciaram a ecatombe em 1945. Eles têm a idade média de 76,8 anos.

Também o primeiro-ministro do Japão defendeu, tanto na cerimônia em Hiroshima como na de Nagasaki, a redução da dependência japonesa da energia nuclear, bem como os três princípios não nucleares do Japão (não possuir, produzir ou introduzir armas atômicas no país).

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