Vivendo numa redoma 1


Aquele meu colega que disse que a Igreja vive numa redoma, volta à carga. Desta vez, concordando com ele e pescando no aquário da Tribo de Jacob, publico esta deliciosa charge sobre a relação tumultuada da Cristandade com a ciência.

Além dos óbvios problemas com a ciência, que tem provocado diversos equívocos lastimáveis ao longo da história, que tiveram que ser reparados séculos depois com envergonhados desditos e pedidos de perdão, a charge mostra os constantes problemas da turma da redoma com a sexualidade humana. No passado, obras de arte tiveram genitais cobertos com panos, folhas e outros artifícios, confundindo anatomia com sexo e vice-versa.

Hoje a briga é com a genética, a ciência espacial, a física e, fudamentando preconceitos absurdos na área da sexualidade, com a velha afirmação de que alguns comportamentos sexuais são "opção" ou "fruto da educação" ou da "permissividade" da sociedade moderna.

Em meio a tanta estupidez provocada pela síndrome da redoma, muitos estão tão apegados ao seu próprio "evangelho" que nem sequer permitem a hipótese de que Deus pode ser muito mais criativo do que pode supor todo o nosso conhecimento ou admitir a nossa moral ou religião.

Boa e saudável é a divertida visão do saudoso pastor Hans Blümel, que se identificava traduzindo o seu nome para João Flores: "Es gibt nix nicht das es nicht gibt!" (Não existe nada que não exista!).

João Flores não viveu numa redoma...

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