Resolvendo a bala

Um funcionário de uma empresa de ônibus da Rodoviária de Rondonópolis, a 210 quilômetros de Cuiabá, morreu a tiros no sábado, 27 de agosto. Motivo? Um passageiro se irritou ao perder um ônibus e matou o atendente Luiz Antônio Severino com dois tiros. Simples assim.

O atirador iria pegar um ônibus para Cuiabá, que saía da rodoviária às 15h, mas chegou para embarque às 16h30, querendo pegar o ônibus de qualquer jeito. Mesmo atrasado em uma hora e meia, ele ficou irritado e disparou dois tiros contra o funcionário da empresa, que estava de plantão no guichê de venda de passagens, matando-o friamente, covardemente, por motivo torpe. Depois disso, fugiu de moto e não foi encontrado.

Senhores defensores das armas, eis aí mais um exemplo para a sua lista. Sempre é bom ter razão, nem que seja a bala. Transformando o Brasil num faroeste, certamente vamos, enfim, ter justiça para todos, igualdade de direitos, principalmente de direitos, e todos cumprirão seus deveres.

Polícia, juízes, advogados, estado de direito, tudo isso é caro e desnecessário. Vamos, cada um por sua conta, resolver os problemas, metendo bala quando considerar adequado, justificadamente ou não.

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