Camisa de força para Bolsonaro

O desespero de Jair Bolsonaro revela muita coisa.

O destempero do deputado Jair Bolsonaro, ontem, ao invadir uma coletiva do líder do governo sobre a criação da Comissão da Verdade mostra duas coisas.

Em primeiro lugar, confirma a forma que a turma da farda sempre teve de lidar com os que não pensam como eles: na pancada, no grito, na imposição, na base do “Deita! Vinte flexões!”. Nenhum argumento que os conteste é aceito e, se for necessário, repressão e tortura para calar os opositores.

Em segundo lugar, mostra que há, sim, muita coisa que os militares querem esconder de qualquer jeito. Enquanto puderem, vão usar todos os meios para impedir que essa história – que é a nossa história brasileira a partir de 1964 – seja colocada em pratos limpos. Eles não querem e ponto final. Vale qualquer coisa para impedir, do destempero patético de Bolsonaro e conchavos, difamações e agressões baratas.

Tiro o chapéu para Cândido Vaccarezza, que não se descontrolou diante da grosseira invasão de Bolsonaro em sua entrevista coletiva. “Vamos debater isso no Congresso”, disse ele ao colega, que deveria ter sido retirado dali numa camisa de força. Ele não é polêmico, como vem dizendo a imprensa. Ele é louco.

Tem muita gente que pensa como ele, mas poucas vezes vi algum deles se expor a tamanho ridículo. Imaginei que isso seria impossível, mas Bolsonaro conseguiu superar o falecido general Newton Cruz, que é a outra figura patética que me vem à mente no modo destemperado e ridículo de defender suas idéias de direita.

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