O risco de ir ao culto


Quando vamos a um culto na nossa igreja, aqui no Brasil, estamos exercendo um dos mais básicos direitos de toda pessoa humana, que é o de professar livremente a sua fé sem ser intimidado, perseguido ou constrangido. Mas isso não é assim em muitos outros lugares do mundo.

Por exemplo, na Indonésia. Lá, os cristãos estão sendo vítimas de perseguição, constrangimento e desrespeito ao seu direito de professar a sua fé. Pior que isso, ser cristão lá é uma opção que representa risco de vida. Neste domingo, durante um culto numa igreja protestante, um maluco suicida resolveu matar-se com uma bomba amarrada ao corpo. Pelo menos 17 pessoas resultaram feridas e, segundo testemunhas, duas morreram, na cidade de Surakarta, também conhecida como Solo, na Ilha de Java.

O local do atentado fica na cidade natal de Abu Bakar Bashir, considerado o guru espiritual que inspira esse tipo de atentado. Ele é o motivador por trás de outro atentado, ocorrido em 2002, que matou 200 pessoas cristãs na Indonésia.

A Indonésia tem a maior concentração de muçulmanos da Terra. O ódio dos cristãos, entretanto, vem de um grupo fanático radical, que tem provocado a maioria dos conflitos religiosos no país na última década. A luta entre esses islâmicos e os cristãos foi intensa nas Ilhas Moluscas e em Célebes desde a queda do presidente Suharto, em 1998. Desde então, um sangrento regime militar vem impondo o terror no país.

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