Pirataria no parlamento


Você concorda que nem todo mundo que baixa uma música ou um filme da internet é pirata? Pois na Europa existe um partido político que pensa exatamente assim. Surgido na Suécia em 2006, esse partido popularizou-se rapidamente, principalmente por conta de sua familiaridade com a internet. E eis que, no domingo passado, 18 de setembro, a Piraten Partei fez quase 9% dos votos nas eleições parlamentares e consegue, pela primeira vez, representação num parlamento estadual na Alemanha. Eles vão compor a bancada estadual no estado de Berlim.

Fundado na Alemanha também em 2006, o Partido Pirata cresceu rapidamente e já conta com 13 mil membros em todo o país. Os membros do partido argumentam que nem todos que baixam músicas e filmes do site Pirate Bay deveriam ser considerados criminosos. O paradigma da era digital não é mais a posse, mas o acesso, argumentam piratas em todo mundo.

Além da questão da internet, um dos principais pontos do programa do Partido Pirata é a tentativa de estabelecer uma política mais transparente. Andreas Baum, de 33 anos, o principal candidato em Berlim, diz que os cidadãos deveriam ter mais influência na política do governo, “com o apoio das novas ferramentas da internet”. Os eleitores votam nos piratas como forma de protesto, por ser um partido que não faz parte do cenário tradicional.

Nas eleições em Berlim, o Partido Pirata se apresentou como um partido interessado em questões sociais, pedindo acesso à educação, ao conhecimento e à participação na vida pública da cidade. Para os piratas o metrô deveria ser livre, assim como o acesso à internet, por meio de conexão sem fio para toda a cidade. Segundo eles, o princípio que guia a internet – o livre fluxo de informações – deveria ser aplicado na vida real de Berlim.

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